Giornale degli Immigrati

No dia 21 de fevereiro comemora-se o Dia Nacional do Imigrante Italiano, instituído pela lei federal 11.687 de 2008. A data marca o início oficial da migração em massa de italianos ao Brasil, com a chegada de 380 famílias da Itália no Espírito Santo, em 1874. No ano seguinte, chegavam as primeiras centenas de famílias italianas à Serra Gaúcha, vindas do Trento e do Veneto, iniciando a formação do que hoje conhecemos como a Região Uva e Vinho no Brasil.

O movimento que se intensificou no início do século XX, nas regiões Sudeste e Sul. São Paulo, em especial, recebeu um grande fluxo de migrantes do Sul da Itália.

Com a crise na Itália durante meados do século XIX e XX, camponeses de lá sentiam-se atraídos pelas oportunidades divulgadas pelo governo brasileiro, que buscava mão-de-obra estrangeira para substituir os escravos nas fazendas. A Abolição da Escravidão era iminente (confirmada em 1888) e fazendeiros, apoiados pelas campanhas do governo nesses anos finais do Império, preferiram chamar estrangeiros ao invés de integrarem os ex-escravos ao trabalho remunerado. Os oriundi, no entanto, tinham que trabalhar arduamente para sobreviver na nova terra.

Calcula-se que 1,5 milhão de italianos chegaram aqui naquelas épocas e hoje, segundo dados do Consulado da Itália no Brasil, cerca de 25 milhões de ítalo-brasileiros vivem no Brasil.

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Francesco e Speranza Tarallo, com os filhos Antonio e Giovanni, partiram de Nápoles e chegaram ao Brasil por São Paulo, em 1958. Começaram a fazer algumas massas com suas receitas genuínas do Sul da Itália e as pizzas, do jeito de Nápoles, a cidade berço da pizza.

Os Tarallo trouxeram ao Brasil algumas delícias ainda desconhecidas por aqui, como a Pizza Margherita, o Tortano (pão de linguiça napolitano), a Pastiera di Grano (receita da família, como se faz no Sul da Itália) e o Calzone (pizza fechada). Os paulistanos e, logo, brasileiros de outras cidades passaram a reconhecer e apreciar essa pizza diferente, macia, generosa. Antes mesmo de São Paulo ficar famosa como capital da pizza. A terceira geração dos Tarallo no Brasil reproduz os clássicos até hoje, e outras delícias dessa mesma raíz napolitana. E a Speranza segue escrevendo essa história, prestes a completar 60 anos.

Fontes: https://www.infoescola.com/geografia/imigracao-italiana-no-brasil/ – artigo de Mayra Poubel e acervo pessoal Famiglia Tarallo.
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